Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O livro ´´Utopia´´ do escritor inglês Thomas More narra a história de uma sociedade perfeita e padronizada, graças à inexistências de conflitos e dilemas interpessoais. Fora do plano literário, percebe-se que a segregação vivenciada por pessoas com autismo distancia-se do livro Utopia, uma vez que essa parcela da população sofre rotineiramente com a exclusão social. Nesse ínterim, faz-se necessário analisar dois entraves acerca desse óbice social: a normalização da problemática e a insuficiência legislativa. Logo, medidas são necessárias para mitigar o impasse.

Decerto, é imperioso destacar a regularização de ações desprezíveis como excluir autistas de atividades escolares e rejeição em âmbito escolar por manter o ideal de ´´dar mais trabalho´´.  A citação ´´o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles´´ conceituada por Simone de Beaurvoir, filósofa alemã do século XX, que traz uma breve rêferencia sobre o comodismo. Ao seguir essa linha de pensamento, índividuos impostos no panorama hodierno normalização estigmas associados ao autismo, ratificando preconceitos enraizados, haja vista que os mesmos cooperam para obstáculos vinculados à mazela supracitada.

Outrossim, a Lei Brasileira de Inclusão, sansionada em 2016, assegura alcançar acessibilidade completa a todos. Todavia, o compromisso é equidistante da realidade de tal grupo, já que o Poder Público não cumpre sua função de garantir planos integrados. De acordo com o filósofo contratualista Johm Locke, o impasse abordado configura-se uma violação do ´´contrato social´´, o Estado negligencia ações benéficas à população necessitada. Somado a isso, evidencia-se consequências diretas à minorias causadas pelo descumprimento estatal, na qual acarreta a propagação contínua de costumes,pensamentos e falas culturalizados.

Portanto, mitigar as falhas existentes nos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil é de suma importância para reduzir os entraves mencionados. Para isso, o Ministério da educação em conjunto com escolas e famílias, deve promover palestras e debates comunitários- ministrados por educadores e palestrates- sobre desconstruir condutas enraizadas com intuito de erradiar práticas de exclusão. Ademais, o Poder Legislativo- exerce o poder de inspecionar as leis promulgadas- deve por meio de um amplo debate entre comunidade, canais midiáticos- jornais, revistas e plataformas digitais- e profissionais da área criar um Plano nacional de Fiscalizações intensivas a fim de extinguir o descumprimento governamental diante de ações sansionadas. Somente assim, alcançar-se-á a paz imposta no livro Utopia.