Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Preconceito: o principal entrave no processo de inclusão social
Durante a Antiguidade Clássica, mais precisamente na cidade de Esparta, era comum que as pessoas com doenças físicas e mentais fossem condenadas à morte logo após seu nascimento. Já na contemporâneidade, tal comportamento foi reavaliado, assumindo outro caráter, o qual se baseia na atribuição de direitos e na inclusão social. No entanto, no Brasil, o preconceito e a estigmatização são tamanhos que impedem a formação desses direitos, corroborando unicamente para o agravamento da qualidade de vida dos autistas e, dessa forma, para a exclusão desses do meio social.
Em primeira análise, evidenciar a presença de situações relacionadas ao autismo no país é de extrema importância para compreender a necessidade de inclusão dessas pessoas na sociedade. De acordo com pesquisas proporcionadas pela ONU, mais de 50 milhões de casos de autismo foram datados ao redor do mundo. Nesse contexto, é notório ressaltar que tal fato, por estar diretamente relacionado com casos de extrema discriminação no território brasieleiro, se conecta com a crescente perda econômica nacional. Logo, a inclusão dessa massa populacional não resultaria apenas em ganhos socias, mas também econômicos.
Sob essa perspectiva, é essencial associar o preconceito como principal desafio para a ascenção social de indivíduos que apresentam tal enfermidade. Isso trona-se evidente, pois a partir de uma postura coerciva e de estranhamento da sociedade, esses tendem a se isolar e, consequentemente, não buscar auxílio para o seu tratamento. Dessa maneira, tal condição social - caracterizada pelo sociólogo Becker como periférica e pertencente ao grupo dos “outsiders”, ou seja, parcela excluída sociamente - resulta no crescimento desenfreado do processo de restrição social e na manutenção de medidas precárias de tratamento.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas para superar esses desafios de inclusão social da camada que sofre com o austismo. Para isso, é imprescendível que órgãos governamentais, por intermédio do estrito comprimento das leis e investimentos no setor de publicidade sejam efetivados, a fim de reintegrar todo o Brasil socialmente. Ademais, cabe à população a busca pela conscientização e pelo fim de atitudes preconceituosas. Com isso, as condições de “outsider” poderão ser esquecidas e o Brasil se tornará uma nação mais justa e menos discriminatória.