Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos direito à educação e saúde, para o bem-estar social. No entanto, os obstáculos do tratamento do autismo no Brasil impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é um fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nas dificuldades que existem ao tratar do autismo no Brasil. De acordo com o Diário de Pernambuco, as crianças espectro autistas são as que mais sofrem com o distanciamento social, pois acarretando cargas emocionais fortes podem ser pior se não forem aplicados métodos eficazes na condução do problema. Diante do exposto, é possivel observar que esse quadro é prejudicial à formação que pessoas autistas, já que a alteração nos hábitos destas provoca transtornos e dificuldade para adaptar-se a uma nova rotina.
Além disso, vale salientar a relação entre a pessoa espectro e a pessoa sem transtornos como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade liquidada” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a ausência de busca de informação sobre o autismo, o desinteresse sobre o assunto e a falta de discussão no cotidiano torna a sociedade egoísta e ignorante.
Interfere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. ONGs, grupos privados, juntos ao Governo, levantariam um projeto de adaptação para espectros autistas e criar uma conduta de como se comunicar e relacionar com um autista, por meio de programas e propagandas de televisão e políticas públicas, com o intuito de despertar interesse da população ao assunto, diminuindo os obstáculos do tratamento do autismo no Brasil. Dessa forma, o país poderia superar estas dificuldades.