Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O ‘‘Mito da caverna’’, narrado por Platão, representa legítimo simulacro da sociedade contemporânea:a condição de ignorância em que vive o sujeito pós-moderno distancia-o da consciência social plena, na medida em que não consegue ultrapassar os limites ideológicos impostos culturalmente. A metáfora da filosofia se concretriza no cenário brasileiro quando se verifica a persistência dos problemas na inclusão de pessoas com autismo no país, o que representa um desafio a ser superado, especialmente no que se refere à falta de empatia por parte da população e à má formação dos profissionais da educação.

No âmbito dessa discussão, é preciso considerar que a falta de empatia por parte da população brasileira assevera os desafios da inclusão de pessoas com autismo na sociedade. Prova disso é que, muitos jovens autistas são subjulgados no trabalho e nas ruas somente pelo fato de terem nascido com uma disfunção neural. Essa evidência encontra respaldo sociológico em Bauman a partir do conceito de ‘‘volatilidade’’, caracterizado por relações voláteis, ou seja, efêmeras e incertas, estabelecidas sobretudo pela falta de empatia. Assim, o estigma associado ao autismo colabora para que pessoas portadoras da doença se encaixem na ideia de invisibilização social.

Ainda nessa perspectiva, cumpre destacar a má formação dos profissionais da educação na confuguração dos desafios na inclusão de pessoas autistas na nação como empecilho a ser trasnsposto. Fato é que de acordo com o artigo quinto da constituição do Brasil prevê que todos sejam iguais perante a lei, todavia, pode-se observar que jovens que sofrem neurodivergentes em suma maioria são mal vistos pela sociedade. Nesse sentido, torna-se relevante o conceito de ‘‘condicionamento operante’’ proposto por Frederic Skinner, para quem todo hábito é determinado pelo ambiente, logo as mudanças no comportamento são o resultado de uma resposta a estímulos que ocorrem no meio. Como consequência, parece evidente que, enquanto os profissionais da educação não lutarem pela inclusão social dos autistas no cotidiano dos brasileiros, não será possível encontrar um cenário harmonia e igualdade.

Portanto, fica claro que os problemas na inclusão de pessoas autistas no brasil implicam medidas de ordem social e cultural. Para tanto, cabe ao Ministério da Propaganda -orgão não só reponsável pelo planejamento como a divulgação propagandas midiáticas- o dever de divulgar informções acerca do autismo por meio de anúncios, com o intuito de concientizar a população sobre a seriedade da doença. Além disso, o Ministério da Educação deve orientar os professores a como proceder com os alunos autistas. Somente com medidas assim, é que será possível superar a alienação especulada por Platão.