Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No filme “Extraordinário”, é apresentada a história de Auggie Pullman, um garoto que nasceu com uma deformidade facial e teve que realizar várias cirurgias plásticas. Esse livro mostra as dificuldades que ele tem de inclusão, por conta de sua aparência “diferente”. Infelizmente, essa dificuldade de se incluir não foge da realidade, já que muitos indivíduos com transtornos neuropsiquiátricos passam por diversos desafios. Essa exclusão tem como base a desinformação e o preconceito.
A falta de informação sobre o autismo dificulta a sua inclusão. O autismo é uma síndrome que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também o comportamento do indivíduo. De acordo com a ONU, estima-se que no mundo existam mais de 70 milhões de pessoas com autismo. Apesar desse número ser alto, sabe-se pouco sobre a doença; e seu diagnóstico é impreciso, já que nem mesmo um exame genético é capaz de identificá-la com precisão. Assim, essa desinformação gera medo, uma vez que, ainda, é algo desconhecido. E consequentemente, esse medo causa o preconceito.
Além disso, a falta de experiência dos profissionais da educação de lidar com o autista dificulta a sua inclusão no meio escolar, que é essencial na formação e socialização do indivíduo. Para Émile Durkheim, “a educação é uma sociabilização da jovem geração pela geração adulta”. E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade. Assim, fica evidente a necessidade de mudanças.
Dessa forma, o governo juntamente com o Ministério da Educação devem propor medidas de inclusão. Fornecendo treinamento aos profissionais das escolas; promovendo campanhas de conscientização, para que a sociedade entenda um pouco mais sobre a síndrome; e incentivando os estudos aprofundados sobre o autismo. Ademais, a população deve respeitá-los e ajudá-los. Espera-se com essas ações que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil acabem.