Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No filme “X+Y” (2014), acompanhamos Nathan Ellis, um menino autista que possui grande talento na matemática, e os desafios que ele enfrenta devido a sua dificuldade em se relacionar com pessoas. Paralelamente, personagens autistas com as mesmas dificuldades de Nathan, são cada vez mais presentes em séries, livros e filmes. Mesmo com diversos personagens autistas na cultura pop, no Brasil esse transtorno ainda é alvo de preconceito e muito pouca informação é difundida sobre, dificultando não só o diagnóstico, mas também a inclusão social desses indivíduos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o preconceito com doenças psiquiátricas é extremamente comum e normalizado no Brasil. Palavras como “retardado” tem conotação pejorativa e vêm de práticas médicas antiquadas, revelando que existe preconceito até mesmo na linguagem arcaica que muitos brasileiros utilizam. Esses fatores aliados com as diversas generalizações e imagem caricata da doença, geram um ambiente hostil e excludente para o autismo.
Ademais, é necessario ressaltar a falta de informação sobre o autismo. Por se tratar de um espectro muito amplo e difícil de diagnosticar, diversas noções errôneas surgiram ao longo dos anos como: possíveis relações com vacinas, ou até mesmo que o autismo pode ser curado. Segundo Platão “A ignorância é a raiz de todos os males”, o preconceito só existe naqueles indivíduos que desconhecem a síndrome, sendo assim incapazes de ter empatia.
Portanto, é necessário que o Estado solucione os problemas para mudar o quadro atual. Para a maior inclusão dos autistas, urge que o Governo Federal crie, por meio de investimentos estatais, uma campanha de conscientização que informe a população sobre o autismo. A campanha também deve procuras corrigir noções preconceituosas e possíveis informações falsas sobre a síndrome. Somente assim, será possível distanciar a realidade brasileira da fictícia, como a de Nathan Ellis.