Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/10/2020
Na série norte-americana Atypical é retratada a vida do protagonista adolescente Sam, diagnosticado com autismo, ele, apesar das dificuldades, trabalha e estuda, vivendo a efervescência da idade e seu amadurecimento com a ajuda de seus amigos e familiares. Fora da ficção, na contemporaneidade, a realidade é totalmente diferente, visto que muitos desafios são encontrados para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Nesse sentido, tanto a falta de orientações para se lidar com pessoas com o transtorno, quanto as falhas na execução das leis são caminhos para a compreensão da problemática. Em primeira instância, vale salientar a interferência da ausência de informações suficientes sobre a questão. Na definição, Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do desenvolvimento que leva a comprometimentos na comunicação e interação social, englobando comportamentos restritivos e repetitivos. Por essa lógica, é inferível que, um indivíduo com TEA necessita de cuidados e acompanhamento rotineiro para lidar com suas atividades, tornando imprescindível o acesso à informação aos pais, professores e familiares para conhecer melhor as características do transtorno e como lidar com ele. Por conseguinte, o despreparo dos pais dentro do ambiente familiar e a desqualificação dos funcionários das escolas sobre os devidos cuidados destinados a esses alunos são impasses para garantir o conforto do autista.
Outrossim, é perceptível que a corroboração da circunstancia se deve à falta de efetividade na execução das leis. A Lei nº 12.764, institui a “Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”, a medida faz com que os autistas passem a ser considerados oficialmente pessoas com deficiência, tendo direito a todas as políticas de inclusão do país. Contudo, essa não é uma política bem executada no Brasil, tal perspectiva se comprova pois, segundo o jornal “O Tempo”, uma mãe ao tentar matricular seu filho autista teve sua matrícula negada em 13 escolas de BH no ano de 2019. Dessa forma, conclui-se que o preconceito e a ausência do cumprimento das leis sancionadas são entraves encontrados para a inclusão dos autistas no meio social.
Diante do exposto, portanto, é notório que caminhos são viáveis para superar os desafios de inclusão de pessoas autistas no Brasil. Cabe às escolas elaborarem projetos mediante aulas contextualizadas e fóruns de discussões -envolvendo alunos e comunidade- abordandoões e orientações sobre a questão do autismo. A fim de garantir que esses indivíduos sejam incluídos de forma correta. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde fornecer apoio de psicólogos às instituições públicas e empresas, criando um campo seguro para diálogos dentro da fundação e fazendo a real execução das leis.