Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/10/2020
A série “Atypical”, da Netflix, relata a vida de Sam, um adolescente com TEA (Transtorno do Espectro Autista), que trabalha, estuda e possui relacionamentos amorosos. Entretanto, fora das telas, nota-se que pessoas com autismo enfrentam muitos impasses no que diz respeito à inclusão social, fato que os dificulta a ter uma vida comum tal qual a série aborda. Diante disso, torna-se necessária a discussão acerca do autismo no Brasil, enfatizando problemáticas como a desinformação e preconceito atrelado à dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Em primeira análise, é fato que a falta de informação gera pré-conceitos com relação aos autistas. Apesar dos avanços científicos, o estudo dessa doença ainda é recente, visto que, segundo dados da USP, o autismo somente foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde em 1993, o que ainda corrobora a falta de conhecimento. Portanto, é preciso criar mecanismos que visem minimizar os preconceitos do corpo social.
Outrossim, é imprescindível destacar a difícil inclusão de autistas no âmbito de trabalho. Nesse sentido, por possuírem dificuldades para interagir socialmente, eles enfrentam entraves no mercado relacionados à falta de estruturação, e ao preparo das empresas e empregadores. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para sua realização pessoal. Por conta disso, a inserção de pessoas com TEA no mercado de trabalho é fundamental para a manutenção do bem estar social.
Diante do exposto, torna-se evidente que são necessárias medidas para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos autistas. Assim, o Ministério da Educação deve investir em propagandas midiáticas que promovam melhores informações sobre essa doença, de modo a priorizar valores como respeito e tolerância. Ademais, as universidades com cursos ligados à gestão e administração de empresas precisam incluir matérias que capacitem futuros profissionais a lidarem com o TEA, garantindo, dessa forma, que haja uma sociedade mais justa e igualitária.