Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Na série “Atypcal”, exibida pela Netflix , é retratada a história do Sam - um adolescente autista - e suas dificuldades enfrentas por conta da sua doença. Infelizmente a narrativa não destoa da realidade brasileira, visto que, as barreiras encontradas por Sam são realidade de muitos autistas no Brasil,pois a falta de inclusão social desses cidadãos e o preconceito da sociedade, tornam ainda mais difícil a vida de quem têm autismo.
Primordialmente, é fulcral pontuar que de acordo com a Revista Autismo, mais de 1,5 milhões de brasileiros sofrem com essa enfermidade, ou seja , 1,5 milhões de pessoas possuem dificuldade para se comunicar com outros indivíduos - um dos principais sintomas do autismo. Segundo o jornal da Rede Globo, os autistas que vivem no Brasil sofrem com a dificuldade na socialização e na busca de tratamento desta doença, tanto em redes públicas de saúde, quanto nas escolas.Ou seja, a falta de inclusão pode agravar ainda mais o grau do autismo, dado que o indivíduo que o possui não consegue dialogar ou se comunicar com outras pessoas, ficando dependente de outro indivíduo por boa parte do tempo.
Paralelamente , a falta de informação sobre o autismo, e o preconceito das pessoas acabam agravando ainda mais a tentativa na busca de uma melhor qualidade de vida para os autistas. De acordo com o escritor Augusto Cury, a discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída. Portanto, o preconceito que está enraizado na sociedade está muito longe de ser destruído, porque se origina da falta de informação sobre a doença. Com isso , é nítido a atuação do governo para amenizar esse problema.
Dessarte, é nítido a atuação do Estado para mitigar essa mazela. Para que ocorra melhorias no processo de inclusão social dos autistas, urge que o Ministério da Educação, juntamente com o da Saúde, façam campanhas em âmbito escolar e em praças públicas, com o intuito de promover uma maior socialização do indivíduo portador da doença , melhorando assim , sua qualidade de vida e o seu desenvolvimento. Ademais, cabe ao Supremo Tribunal Federal, juntamente com a Mídia , promover e divulgar uma lei através de propagandas televisionaras, que repudia qualquer ato de preconceito contra pessoas portadoras de autismo, visando portanto, a extinção ou a melhora no modo em que a sociedade trata essa enfermidade. Só assim, as barreiras encontradas por pessoas que são que nem o Sam , serão fianlmente “derrubadas”.