Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/09/2020

Na série americana da Netflix, “Atypical”, há a representação de um menino com espectro autista, a sua relação com a sociedade e as dificuldade que ele enfrenta devido a esse transtorno neuropsiquiátrico. Fora da ficção, isso também é um problema no Brasil, em que há desafios para incluir pessoas com o autismo no convívio social. Nesse âmbito, é preciso observar a falta de informações acerca do tema e as lacunas na socialização secundária para essas pessoas, a fim de que a inclusão iniciada na infância continue até a fase adulta.

Em primeira análise, a falta de informações sobre esse transtorno neurológico é grande e, consequentemente, não é possível realizar a integração adequada. A partir disso, quando há conhecimento sobre determinado assunto, é viável uma interação mais precisa com os indivíduos autistas. Todavia, o autismo ainda é visto como um tema complexo e, com isso, não há debates sobre o tema nas escolas - local de aprendizado de mundo e de interação com pessoas diferentes, além da família -. Ademais, apenas em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da Universidade de São Paulo em 2018, o que corrobora a falta de conhecimento sobre o assunto. Assim, percebe-se a urgência de melhorias no acesso a informações sobre tal problemática e como incluir esses cidadãos na sociedade brasileira.

Outrossim, muitas escolas e professores não estão devidamente preparados para acolher pessoas com o espectro autista. A princípio, a lei 12.764 garante que autistas têm acesso às mesmas políticas pública que pessoas com deficiências. Entretanto, como as escolas não possuem preparação adequada para tal recepção, por exemplo, terapeutas presentes e professores capacitados para lidar com vítimas desse transtorno neuropsiquiátrico, os desafios da inclusão no Brasil é visível desde a educação básica. Dessa forma, as outras crianças, também, não têm acesso ao diferente e podem, consequentemente, serem preconceituosas por não ter esse contato com autistas.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar os obstáculos da inclusão de pessoas com autismo na pátria brasileira. Logo, o Ministério da Educação, junto às Secretarias de Educação municipais, deve promover aos professores cursos gratuitos de preparo para lidar com pessoas autistas. Para que, com a participação e colaboração de  terapeutas e neurologistas, possa-se formar profissionais competentes para lidar com crianças com esse transtorno. Além disso, é preciso que professores abordem esse tema nas aulas, com o intuito de evitar os preconceitos com o que é diferente. Sendo assim, o Brasil conseguirá que a inclusão de pessoas com autismo não seja um problema.