Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

A obra “O grito” do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um profundo momento de desespero preocupação. De maneira na análoga a obra expressionista, tal situação de desconforto também se faz presente no Brasil, já que parte do tecido social sofre com a inclusão de pessoas com autismo. Nesse sentido, é lícito afirmar que a negligência escolar e o tabu social contribuem para perpetuação desse cenário.

De acordo com a pesquisa publicada na revista “Saúde e Sociedade”, 48% dos autistas de 4 á 17 anos, residentes do estado do Rio de Janeiro, estão fora das salas de aula por falta de cuidadores. Nessa lógica a medida que não há investimento na capacitação de profissionais especializados não acompanhamento adequado para o grupo. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, é vale do ressaltar que, conforme Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. De maneira correspondente, a prática do tabu social com os indivíduos autistas impossibilita inclusão destes a sociedade. Depreende-se que a ignorância por parte da população é um fator limitante para o desenvolvimento cognitivo de autistas.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a inclusão dos autistas na atual sociedade. Logo, a fim de garantir aos portadores de transtornos nervosos, direito a todas políticas de inclusão do país, cabe ao governo federal implementar cursos obrigatórios de especialização de cuidados de aos professores e pedagogos. Tal ação deve ser realizada com auxílio do MEC por meio de palestras sazonais, disponibilizadas gratuitamente as redes de ensino públicas e privadas.