Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 31/08/2020

Isonomia de direitos

O termo autismo foi utilizado pela primeira vez pelo psiquiatra Eugen Bleuler em 1908, a partir disso foi caracterizado como uma síndrome que resulta em déficit na comunicação social e comportamento em geral. Além disso, tal condição de saúde, manifestada em decorrência de causas genéticas, acarreta desigualdade social, de maneira a tornar-se um desafio a inclusão dos portadores, seja pela distinção em geral, seja por dificuldade específicas como o ingresso em escolas e locais públicos.

Em primeiro lugar, vale destacar o preconceito associado ao que se intitula diferente da maioria, ou seja, a desigualdade enfrentada por minorias, de maneira a inserir portadores do autismo a tal realidade. Assim, tal distinção é perceptível quando tais cidadãos são socialmente excluídos e tratados menosprezadamente. Por tal ângulo, encaixa-se o pensamento do dramaturgo britânico, Oscar Wilde, que diz que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação, ou seja, a partir de uma insatisfação coletiva se terá uma melhora na inclusão de pessoas portadoras do autismo.

Na perspectiva de desafios e desigualdades anexados aos autistas, manisfesta-se a educação, isto é, o direito de acesso à escola e convívio social. Contudo, tal regalia também tem destacado-se como problema social, uma vez que inúmeras escolas, não possuem infraestrutura e profissionais capacitados para o atendimento de alunos especiais. Destarte, segundo o Art. 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, de forma a comprovar a necessidade da capacitação de instituições de ensino, para que seja possível o acesso de todos.

Assim sendo, por ser um problema atual, torna-se necessária a execução de ações a respeito da problemática. Portanto faz-se de extrema importância o investimento do Governo, assim como do Ministério da Educação, no melhoramento da infraestrutura de escolas e instituições de ensino, por meio da compra de materiais próprios e da contratação de profissionais qualificados, para que se tenha, de fato, o direito a educação, a redução das desigualdades sociais e a participação social de pessoas com tal transtorno.