Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/08/2020

O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, consistia em expor a situação de pessoas que viviam em desconhecimento da realidade que as cercavam. De modo semelhante, à alegoria do pensador, nota-se a necessidade de haver estratégias de combate aos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, visto que muitos indivíduos ainda não enxergam os desafios persistentes desse entrave social. Logo, percebe-se o estabelecimento de um sério problema, que possui como causas a ausência de políticas públicas e a falta de debate em meio social.

A priori, faz necessário ressaltar que a falta de políticas públicas no sistema de saúde para o tratamento e o diagnóstico do autismo ainda é escassa. À luz disso, consoante à esse pensamento, o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau afirma que o estado é responsável por garantir os direitos do cidadão, desse modo, uma vez que o estado se isenta de tal garantia ocorre a quebra do contrato social,  elaborado junto a sociedade. Nesse contexto, o estado negligencia parte da população autista ao não investir em diagnósticos e tratamentos no sistema de saúde. Dessa forma, faz se urgente a revisão da postura estatal com o seu papel social.

Além disso, faz-se mister destacar que o papel educacional tem grande influência nos debates sociais sobre inclusão . Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sobre isso, o autor afirma que a educação é pilar indispensável na base da formação social, uma vez que ela tem poder de solucionar embates como os desafios da inclusão dos autistas. As instituições pedagógicas têm papel primordial não somente no ensino de habilidades cognitivas, mas também na formação cidadã de cada indivíduo ensinado à respeitar e incluir todas as pessoas, sendo que, o desrespeito a tal fato é uma afronta à sociedade e aos princípios constitucionais.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse  dos desafios da inclusão de pessoas autistas. Nesse viés, o Ministério da Educação junto ao governo deve criar medidas de investimentos em políticas públicas, para que tais debates sejam mais democratizados e acessíveis, por meio de uma proposta de lei a ser entregue à Câmera dos Deputados. Nela deve constar que deve haver, a partir do ensino fundamental, campanhas de inclusão à todos no colégio, com fito de diminuir tal exclusão social por falta de debate. Dessa forma, haverá a diminuição dos tais desafios para os autistas sabendo que o estado tem um papel essencial na intervenção dos impasses sociais.