Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/08/2020
O número de crianças com Transtornos do Espectro Autista (TEA) tem apresentado aumento significativo nos últimos anos. Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), pesquisas estimam que mais de 70 milhões de pessoas no mundo possuem Autismo. Paralelo a isso, nota-se que muitas pessoas possuem certo preconceito com os autistas. Com isso, é notório que essa problemática persiste não só pela desinformação sobre a síndrome, mas também pela exclusão social.
Em primeira instância, vale ressaltar o que é o Autismo e quais são suas causas. Logo, deve-se pontuar que o autismo se trata de um transtorno que afeta o sistema nervoso e prejudica a capacidade de interagir e se comunicar. Ademais, pesquisas apontam que o transtorno atinge cerca de 2 milhões de brasileiros, contudo, as causas são variáveis, podendo ocorrer na gestação através de infecções, por fatores ambientais como a poluição, no desenvolvimento do distúrbio ou até mesmo por predisposição genética.
Ademais, a exclusão vivenciada pelas crianças autistas, principalmente na escola, é motivo de desinformação sobre a síndrome. Nesse sentido, a estranheza e a descriminação são rejeições que vítimas do autismo vivência por decorrência de desinformação social. Desse modo, é evidente que a educação e a familiaridade sobre transtornos como esse devem começar na escola. Na citação de Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Depreende-se, portanto, a importância da igualdade com qualquer pessoa, independente de seus problemas. Logo, medidas educacionais podem ser tomadas para reverter esse cenário. Posto isso, cabe ao ministério da Educação, a criação de oficinas que visem a propagação de informações por meio da mídia e palestras escolares, para que a igualdade e o respeito por pessoas autistas prevaleçam. Com isso, a inclusão social e a igualdade não serão mais problemas enfrentados pelos autistas.