Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/07/2020

A série “autismo” do programa televisivo Fantástico exibido em 2013, demonstra os problemas enfrentado por pacientes autistas e seus familiares no Brasil. A reportagem demonstra a necessidade da discussão pública a cerca dessa problemática e meios para inclusão dessa parcela da sociedade.

Primeiramente, é de extrema importância discutir o despreparo dos profissionais da saúde e a inércia do estado ao encarar o problema como uma questão de saúde pública. Um dos principais desafios desse problema é diagnostico. Reconhecido apenas no século 20 como doença, a falta de informação sobre origem, tratamento e sintomas dificulta o trabalho de médicos ao redor do mundo. No Brasil, a atuação do governo ainda é muito branda. Falta profissionais especialistas na área, existe pouco incentivo em pesquisa além de que orientação e suporte para as famílias é praticamente inexistente. Dessa forma, acabam recebendo o tratamento correto e eficaz somente aqueles que possuem condições financeiras e que conseguem auxílio em escolas e hospitais particulares e tratamento no exterior.

Em segundo plano, precisa-se debater sobre inclusão social desses pacientes. Uma em cada 59 crianças apresenta algum Transtorno do Espectro Autista, segundo um estudo divulgado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos logo garantir que essas crianças tenham uma boa qualidade de vida é essencial. E para isso é necessário que as escolas tenham professores, psicólogos e pedagogos capacitados para lidar alunos que requeiram atendimento especial, e programas para combater possíveis discriminações vinda dos outros alunos.

Fica claro, portanto, que é necessário investimento em pesquisa e suporte aos familiares. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, a capacitação de médicos e estudo, por meio da ampliação da oferta de cursos de medicina e oferecimento de bolsas para pesquisas sobre o autismo, a fim de gerar profissionais competentes para efetuar o diagnóstico precoce e garantir tratamento eficiente aos pacientes. A mídia, com grande alcance, pode em conjunto com órgãos do governo e ONGS, divulgarem cartilhas de como identificar sintomas, possíveis tratamentos, e como agir em determinadas situações.