Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/07/2020
O transtorno do espectro do autismo (TEA),conhecido popularmente como autismo,é uma patologia que atinge o desenvolvimento neurológico desde o nascimento ou começo da infância.E mesmo com quase 2 milhões de pessoas com essa síndrome no Brasil,ainda assim é desconhecida por muitas pessoas e apresenta diagnósticos tardios.
Primeiramente,cabe salientar que como dito por Carlos Drummond de Andrade:“Tenho medo do desconhecido e o que nunca vivi.“Ou seja, o desconhecido assusta as pessoas e isso acontece com uma doença pouca conhecida como o autismo.Segundo,apenas em 1993 a OMS adicionou essa sindrome à Classificação Internacional de Doenças mesmo tendo uma incidência grande.Logo,a consequência é a perpetuação da incompreensão da patologia e das formas incorretas de agir com um portador de TEA.
Ademais,a falta de conhecimento faz com que surja o preconceito e a busca tardia pelo diagnóstico médico devido ao fato do não aceitamento por parte dos pais e da família.Então,muitas vezes os pais percebem algo diferente no filho mas como não há muita informação disseminada,não levam a criança ao atendimento necessário,o que faz com que a identificação seja feita de forma tardia e os resultados do tratamento mais difíceis de serem atingidos.
Portanto,torna-se necessário uma divulgação maior de informações sobre essa patologia por meio de institutos,como a PENSI,que vem divulgando por redes sociais sobre o TEA e formas de lidar,usando de pesquisa,formação de profissionais de saúde e educação e conscientização dos pais e familiares.Além disso,com a criação da lei 12.764 que vem para trazer igualdade na inclusão de crianças na sociedade por via do acesso à uma educação regular,medidas de saúde e acompanhamentos dos profissionais necessários. Mas mais que isso é preciso ter equidade,para que as pessoas com autismo tenha uma vida de qualidade de acordo com suas necessidades.