Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/06/2020

A série norte-americana “Atypical”, retrata-se a história de um rapaz de 18 anos, diagnosticado com PEA (Transtorno de Espectro Autista), que trabalha e estuda mesmo com suas limitações. Fora da ficção, é ponto pacífico que a série pode ser relacionada com as dificuldades que os autistas brasileiros sofrem para sua inclusão. Desse modo, o auxílio profissional especializado somada a políticas públicas de inclusão são mister na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, é importante destacar o âmbito profissional, estando diretamente ligado com a falta de profissionais preparados para lidar com o transtorno. De acordo com o doutor Estevão Vadasz, todas as escolas de medicina deveriam colocar na graduação o ensino de autismo para pediatras. Assim, é notável que a falta de instrução de profissionais contribui para a persistência de tal problemática no país.

Em segundo lugar, presencia-se, de modo crescente, o número de adultos autistas que não consegue ingressar no mercado de trabalho. Segundo Liliane Rocha, fundadora de uma consultoria especializada em sustentabilidade e diversidade, existem 2 milhões de autistas no Brasil e 85% dos autistas adultos estão desempregados. Logo, há de se considerar que, se medidas de políticas públicas de inclusão não forem tomadas esses índices crescerão.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Para o combate da persistência de profissionais despreparados, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), crie, por meio de verbas governamentais, aulas elementares especializadas a respeito do espectro autista para estudantes da saúde. Além disso, leis que visam a inclusão dos autistas deverão ser realizadas a fim de diminuir a exclusão de autistas no país. Somente assim, será possível ocorrer a inclusão de pessoas autistas no Brasil como foi apresentado na série “Atypical”.