Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 10/07/2020
Só em 1964, com a publicação do livro do psicólogo Bernard Rimland “Autismo infantil: A síndrome e suas implicações para uma teoria neural do comportamento”, a crença de que o autismo era uma desordem emocional causada por mães incapazes de cuidar dos seus filhos foi desmitificada, tornando-se um transtorno de desenvolvimento grave que afeta a capacidade de se comunicar e interagir. Dessarte, não obstante da incompreensão da época, o Brasil apresenta resquícios da dificuldade da inserção dos indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro do autismo (TEA), visto que a invisibilidade social e o preconceito corroboram como desafios a serem encarados no século XXI. Diante desse cenário, faz-se debatível o desconhecimento desses personagens na sociedade hodierna. Nesse sentido, a série “Atypical” produzida pela Netflix, aborda a vida do rapaz de 18 anos Sam Gardner, diagnosticado dentro do espectro do autismo, que vive a realidade de não ser notado pelas pessoas e tenta ser mais independente, passando por constantes desafios na sua rotina. À vista disso, as pessoas negligenciam essa amostra da população ora pela exclusão da mídia por não propagandear essa adversidade, ora por um caráter fundamentalista na intolerância. Logo, é notável os obstáculos a serem freados na realidade do cenário brasileiro que permeiam atualmente.
Outrossim, a discriminação dos sujeitos com autismo tem se estruturado na sociedade, uma vez que essas pessoas com um lapso no desenvolvimento são renegadas a frequentar determinados lugares ou até mesmo são abusadas emocionalmente. Sob essa perspectiva, a matéria “Escolas recusam crianças com deficiência na cidade de Belo Horizonte” publicada pelo jornal O Tempo, salienta os dilemas encarados no país, do qual é negado o apoio de uma instituição acadêmica para os jovens. Por conseguinte a isso, não se nega a carência de políticas públicas para interver nesse âmbito de incultura e estereótipos relacionados ao autismo.
Torna-se evidente, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse. O poder midiático por meio das propagandas e postagens, deve abordar o tema do autismo para a população, com o propósito de promover a incorporação desses cidadãos abordando mais sobre o transtorno que possuem, quebrando quaisquer preconceitos. Além do mais, é de responsabilidade do Ministério da Educação, criar uma formação por meio de um mini curso extensivo de como ministrar aulas interativas e integrativas de indivíduos autistas, fazendo com que os educadores saibam lidar com essa parcela significativa de alunos, a fim de que esses grupos gestores façam a diferença nas instituições de ensio que trabalham.