Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/06/2020
No dia 2 de Abril foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o “dia mundial de conscientização do autismo”, que tem com objetivo o reconhecimento e inclusão dessas pessoas. No entanto, quando se observa a falta de integração desses indivíduos dentro da sociedade, seja pela a falta de conhecimento sobre o assunto ou a falta de um atendimento adequado, tem feito que essa parte da população esteja excluída de uma vida normal.
Sob uma primeira análise, segundo um dos maiores físicos da história, Isaac Newton “toda ação tem uma reação de mesmo tamanho e intensidade”. De maneira análoga, a falta de conhecimento sobre as pessoas que possuir TEA (Transtorno do Espectro Autista), tem gerado um diagnóstico tardio e criando uma série de preconceito sobre esse grupo, impossibilitando que essas pessoas busquem logo cedo por tratamento e uma vida normal, sabendo que no Brasil existe cerca de dois milhões de pessoas com autismo, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Nesse contexto, de acordo com a “Lei n° 12.746, de 27 de dezembro de 2012”, garante o direito de um atendimento multiprofissional a pessoas com TEA. Contudo, a dificuldade e a falta de assistência especializada para as pessoas com autismo, como psicólogos, médicos, fonoaudiólogos e pedagogos capacitados, tem feito que esses indivíduos não tenha uma vida comum dentro da sociedade, refletindo que de 45% a 60% das pessoas com TEA possuir algum grau de deficiência intelectual, levantamento feito pela USP (Universidade de São Paulo).
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar quadro atual. Cabe a ONG (Organização não governamental), em parceria com a mídia através de campanhas publicitarias em rádio e televisão demostra para população o que o autismo como fazer o diagnóstico e busca o tratamento, quebrando o preconceito sobre esse transtorno. Além disso, o Ministério da saúde por meio de criação de projetos a capacitação e novas contratações de profissionais, oferecendo um atendimento as pessoas com TEA desde a infância ate a vida adulta, introduzindo esses indivíduos ao meio social. Assim o Brasil estaria colocando em prática a conscientização do autismo.