Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é representada uma sociedade perfeita, ou seja, em que o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos. No entanto, os desafios encontrados para inclusão de pessoas com autismo no Brasil impedem que os planos de More se concretizem, devido ao despreparo educacional e o preconceito. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, na serie americana “The Good Doctor”, o protagonista Shaun Murphy é um médico que possui autismo, ele é constantemente alvo de preconceito, sendo julgado por seus colegas como incapaz. Analogamente, fora do seriado muitos autistas enfrentam dificuldades na interação com a sociedade no ambiente escolar e profissional. Dessa forma, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel como agente fornecedor de direitos mínimos à todos como consta na Constituição Brasileira de 1988, o direito ao bem-estar social, sem preconceitos e discriminações.
A posteriori, segundo foi promulgado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos concede a todos o direito a educação. Entretanto, esse direito é restrito à uma parte da população, pois, de acordo com o Jornal O Povo no estado do Rio de Janeiro, 48% de pessoas de 4 a 17 anos, diagnosticadas com autismo estão fora da escola. Dessa maneira, é perceptível o despreparo no sistema educacional brasileiro com essa minoria que deveria estar inserida.
Logo, medidas são necessárias para reverter esse impasse, urge que o Ministério da Educação (MEC), disponibilize cursos de aprimoramento para a área pedagógica que foquem em estratégias de ensino para autistas, com propósito de melhorar seu desenvolvimento como cidadão e facilitar seu convívio social, por meio de aulas diversificadas e de interação. Desse modo, esses seres humanos serão inclusos na sociedade brasileira e os planos de More serão finalmente concretizados.