Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Segundo a filósofa brasileira, Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que se refere à inclusão de pessoas com autismo, visto que suas características e necessidades diárias são fatores que corroboram para a execução de tal cenário. Dessa forma, analisar tal situação torna-se um desafio, devido se viver uma conjuntura social permeada por diferenças.

A priori, vale ressaltar que há no Brasil, cerca de 2 milhões de indivíduos com o Transtorno de Espectro Autista (TEA), síndrome caracterizada por comportamentos repetitivos e dificuldades na interação. Sendo assim, conhecida como “universo particular”, uma pessoa com TEA é de difícil diagnostico tanto por existir diversos tipos e sintomas como também por aparecerem em diferentes fases da vida da criança. Nesse sentido, é comum aos pais perceberem uma diferença desde os primeiros reflexos como no olhar, ao andar e falar, como também tem crianças que só são vistos  na escola e ao interagir.

Posteriori, é comum a crianças portadoras da síndrome de TEA necessidades particulares advindas de politicas publicas como, de educação, saúde e assistência social. Todavia, no Brasil, é verídica a dificuldade que estas crianças possuem desde conseguir se matricular nas escolas até conseguirem conviver dentro delas. Além disso, conseguir um tratamento ideal com especialistas e atividades neuropsicológicas direcionadas a essas crianças na rede gratuita é muito difícil.

Diante da situação, de acordo a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, cabe ao governo federal à implementação de politicas publicas como treinamentos a todos os professores, alunos e para toda a população. Neste viés, seria importante a criação de campanhas com palestras entre especialistas, motivando-os a como se portar diante das inúmeras situações que venham a ocorrer, como é o caso de aprenderem a se comunicar, se interagir e entender esse mundo metódico que  os portadores TEA vivem.