Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/07/2020
Em 1920, o líder do nazismo, Adolf Hitler considerava pessoas com deficiência física e mental, bem como, portadoras de transtornos psiquiátricos e neurológicos crônicos, de forma ameaçadora à pureza racial e “inútil” a sociedade. Em analogia, vale salientar que a exclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na sociedade e políticas sociais ainda acontece em grande escala. Uma vez que, desinformação sobre o assunto e a inexistência de censo democrático de pessoas autistas no Brasil, dificulta o planejamento das políticas públicas.
Embora exista a lei 4568/2011 de Fernando Cotta, que assegura a inclusão de pessoas autistas a essas políticas públicas, inclusive se caso o gestor (de uma empresa, instituição, qualquer lugar oferecedor de serviços) negar atendimento, há um impasse na inclusão de pessoas autistas nas políticas públicas. Pois, a falta de comprometimento do governo sobre o tema faz com que haja uma exclusão nos aspectos sociais, como saúde, educação e assistência social. Desse modo, ficam a mercê do acolhimento social.
Mediante o exposto, há uma linha tênue entre a inclusão e a exclusão, já que o desconhecimento popular é um dos maiores fatores de preconceito, por acreditarem que o autismo seja uma doença em que a pessoa é impossibilitada de viver em sociedade. Desse modo, autistas necessitam de integração no âmbito social, pois além de não possuir unidades sociais específicas para eles, todo cidadão dispõe dos mesmos direitos e deveres para sua inserção social.
Portanto, é fundamental a ação da Organização Mundial da União para que exija um censo democrático de autistas no Brasil, para que tenha planejamento e engajamento para as execuções. Em vista das dificuldades para inclusão do autismo na sociedade, é necessário o apoio e a atenção da família o quanto antes para que receba o atendimento necessário após o diagnóstico. Já as crianças com diagnostico tardio é necessária a ajuda de um tutor para auxiliar no aspecto comportamental. Logo, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação deve implementar campanhas de alerta, debates em escolas a fim de que conscientize a população sobre o assunto. Dessa maneira, evitar a discriminação das pessoas alvos e permitir a participação delas na vida em sociedade e o exercício a cidadania.