Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/05/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride, quando um se mobiliza com o outro. No entanto, quando se observa os desafios para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática, como desejado, e a problemática persiste ligada à realidade do país. Esse cenário antagônico é fruto tanto da insuficiência de leis , quanto da falta de empatia. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
De acordo com John Locke, “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Nessa lógica, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação, haja visto que os autistas ainda possuem muitas dificuldades para serem inclusos na vida social, das cidades. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é válido ressaltar a falta de empatia e o preconceito como impulsionadores do problema. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a sociedade moderna sofre com a ausência de afeição, pois está mais sujeito a olhar para si, como um ser individual e não mais, como um ser coletivo.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios para a inclusão dos autista no Brasil, necessita-se , urgentemente, que o poder judiciário coloque todas as leis em prática. Destarte, o Ministério da Educação deve instituir palestras ministradas por psicólogos, a fim de que as relações não sejam fluidas, nem individuais.