Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 10/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o direito à igualdade e ao bem-estar social. No entanto, os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil impedem que uma parcela da população desfrute desse direito universal. Sob tal ótica, os casos de preconceito e a ausência de um tratamento adequado contribuem para a perpetuação desse cenário problemático.

Em primeira análise, é fulcral pontuar que a dificuldade da inclusão de pessoas com espectro autista deriva, em grande parte, dos casos de discriminação. Decerto, a falta de informação e os “mitos” reproduzidos socialmente, contribuem para o aumento do preconceito acerca do autismo. Isso confirma a afirmação do físico Albert Einstein de que é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito, visto que ele já se encontra enraizado em nossa cultura. Desse modo, torna-se essencial o auxílio do Estado em ações que conscientizem a população sobre o assunto.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de diagnósticos e tratamentos adequados como promotores do problema. À vista disso, nota-se que muitas pessoas são diagnosticadas tarde ou erroneamente. Além disso, o SUS não possui recursos suficientes para realizar um tratamento adequado, o que leva muitas famílias a buscarem ajuda em ONGs ou na internet. Nesse cenário, faz-se mister a reformulação do sistema público de saúde para melhor atender às pessoas que possuem essa síndrome.

Dessarte, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, aprove leis que aumentem o capital direcionado ao sistema público de saúde. Esse capital deverá ser usado no aperfeiçoamento das técnicas de tratamento e diagnóstico do autismo, com o intuito de reduzir os desafios de inclusão das pessoas com o espectro. Outrossim, cabe à mídia, importante veículo formador de opiniões, divulgar informações sobre o autismo, a fim de conscientizar a população e reduzir os casos de preconceito. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e o ideal da ONU poderá ser alcançado.