Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 13/10/2019
Na série televisiva “The good doctor”, é retratado um cenário no qual um jovem médico, devido ao autismo, enfrenta muitas dificuldades para ser aceito dentro do seu ambiente de trabalho. Fora das telas, é possível relacionar esse quadro às dificuldades enfrentadas para a inclusão de autistas no Brasil, uma situação que persiste na sociedade contemporânea. Tal problema ocorre por causa da desvalorização dos direitos sociais e pela ausência de políticas governamentais voltadas à essas pessoas. Logo, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de mudar essa realidade.
A princípio, é importante destacar que, atualmente, existem tratados nacionais e internacionais os quais garantem a harmonia e a inclusão de todos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, por exemplo, afirma: “É garantido a todos os indivíduos direitos relativos a inclusão e ao bem estar social”. Visto isso, é fato que se a sociedade tratar os tópicos existentes na legislação atual com seriedade, um ambiente harmonioso seria construído. No entanto, na prática o que existe é desconfiança e expectativas de incapacidade por parte de parcela da população, como é visto em “the good doctor”.
Além disso, cabe mencionar que a falta de amparo governamental corrobora para esse quadro. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bom funcionamento da sociedade. Com isso, nota-se que um dos caminhos para melhorar a situação da inclusão de autistas no Brasil, seria por meio de políticas públicas.
Diante do que foi discutido, medidas são necessárias para erradicar, gradativamente, as dificuldades enfrentadas pelos autistas em território nacional, no que tange a inclusão. Logo, a mídia, por meio de programas, filmes e documentários, deve mostrar a importância dos direitos sociais com programas educativos, com história de personagens os quais enfrentam tal dificuldade e com documentários que expressam a relevância dos direitos sociais, para que boa parte da população respeite o direito de inclusão dos portadores de autismo. Por outro lado, é importante que o Estado utilize dados obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), para confirmar o número inferior de pessoas autistas em universidades e em cargos públicos com o intuito de criar políticas públicas como as cotas. Esse mecanismo deve ser empregado nas universidades e nos cargos Públicos. Somente assim, essa problemática será superada.