Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Nos séculos XVIII e XIX, diversas revoluções alteraram a ordem social vigente da época. Dentre elas, pode-se citar a Revolução Haitiana, a qual foi responsável pela primeira república negra e livre da escravidão no mundo. Tais eventos históricos ocorreram devido ao estabelecimento de um problema e a necessidade de mudança. De forma análoga, a exclusão de pessoas com autismo no Brasil constitui uma problemática e revela a carência de uma resolução. Dessa forma, convêm analisar as causas e consequências dessa vicissitude a fim de propiciar a transformação do cenário atual.
Em primeiro plano, é preponderante ressaltar a escassez de medidas que tenham por objetivo modificar a situação. De acordo com o Conselho Nacional de Saúde, o autismo é mais comum em crianças do que AIDS, câncer e diabetes juntos. Entretanto, políticas públicas que visem à inclusão dessa camada da população ainda são escassas, uma vez que esses indivíduos não estão inseridos na sociedade e enfrentam barreiras, como o preconceito e a estigmatização.
Em segundo plano, é imperativo salientar as consequências da permanência do problema em questão. A ativista ambiental Greta Thunberg possui um tipo específico de autismo. Em um de seus discursos, ela exibe uma postura emotiva e preocupada, o que proporcionou grande comoção mundial, além da jovem estar cotada ao Nobel da Paz. Assim como Greta, muitos outros jovens autistas possuem capacidade de exercerem qualquer atividade que almejarem. No entanto, nem todos possuem as mesmas condições de inclusão e oportunidade, o que estabelece uma grave consequência: a exclusão.
Infere-se, portanto, a urgência de medidas que amenizem as sequelas da adversidade apresentada. Com o intuito de promover a inclusão dos autistas na sociedade brasileira, faz-se necessário que o Ministério da Saúde propicie consultas especiais, com atendimento direcionado a incluir esses indivíduos, por intermédio de psicólogos, neurologistas, terapeutas, entre outros, bem preparados e bem remunerados, que visem a atender, principalmente, as camadas mais pobres e necessitadas. Ademais, o Ministério da Educação deve organizar um projeto de ensino que não exclua os autistas. Assim, de forma gradativa, o cenário atual será modificado, proporcionando o advento de ‘’novas Gretas’’ na sociedade.