Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 09/10/2019

Com objetivo de uma hegemonia da raça pura alemã, a doutrina nazista, no século XX, matou milhões de pessoas, entre os quais encontravam-se aqueles com transtornos psicológicos. Entretanto, apesar de, atualmente, não existir tais práticas, os indivíduos que possuem autismo são tratados de forma diferente pela sociedade e, em muitos casos, sofrem preconceito e são excluídos do processo educacional vigente no país. Diante disso, essa parcela da população é prejudicada, pois esses fatores dificultam a inserção deles no meio social e agrava a síndrome. Logo, medidas, cujo objetivo seja otimizar essa problemática, devem ser adotadas.

Primeiramente, é preciso destacar que no regime nazista as pessoas com transtornos psicológicos não eram compreendidas e, por isso, eram tratadas com forte repressão. No entanto, apesar de essa realidade ser diferente, ainda hoje a população pouco sabe acerca do autismo, o que contribui para a manifestação do preconceito para com esses que possuem a síndrome. Além disso, a falta de informação dificulta o tratamento, haja vista que os pais não conhecem os sinais e há muitos profissionais que não entendem sobre o assunto e dão diagnósticos de forma indevida. Dessa forma, os autistas são prejudicados, pois sofrem discriminação e a identificação tardia desse déficit agrava os sintomas e corrobora para que esses tenham ainda mais dificuldade na comunicação.

Outrossim, é necessário considerar que para o filósofo Jean Jacques Rousseau toda a população tem direito a educação. Contudo, essa realidade não é colocada em prática efetivamente, pois há muitos autistas que não frequentam o ensino regular, uma vez que esses locais não possuem a infraestrutura necessária para recebê-los. Ademais, a ausência de professores capacitados para atenderem as crianças que têm o espectro autista é outro fator que favorece a não inclusão desses em um instituto educacional. Nesse sentido, esses indivíduos sofrem prejuízos, pois a não frequência a um ambiente escolar colabora para uma piora no transtorno, visto que interfere na interação social e afeta a capacidade desses de comunicar com outras pessoas.

Desse modo, a fim de garantir uma maior inclusão dos autistas na sociedade, cabe ao Estado investir em políticas públicas. Esse projeto pode ser executado por meio da criação de cursos que possam capacitar profissionais da área da saúde e da educação para que esses saibam lidar da melhor maneira e ofereçam maior apoio aos indivíduos que possuem esse transtorno. Assim, essa intervenção aliada á propagandas que sejam veiculadas nos principais meios de comunicação e que informem a população sobre o autismo e sobre a importância do respeito para com os que têm o déficit, pode contribuir para uma redução da problemática.