Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 08/10/2019
Na série “The Good Doctor”, é retratada a história do doutor Shaun Murphy, cirurgião e, também autista, o mesmo sofre no decorrer da série por não encontrar oportunidades de emprego para à sua qualificação profissional. Entretanto, mediante a tantas dificuldades e falta de confiança por parte de seus gestores, Shaun nunca desistiu de seu sonho de servir à Medicina, provando aos seus amigos e superiores à sua capacidade a cada momento que se seguia. Nesse contexto, analisando e trazendo para o contexto atual, é notório perceber tal relação entre Shaun e todos os autistas do território nacional que, enfrentam ao longo da vida o preconceito em relação a tal dificuldade de interação social e, também, de aprendizagem. Contudo, é necessário entender e listar todos os pontos que tornam isso uma problemática e um empasse a ser resolvido, de forma que não seja mais evidente na sociedade.
É importante ressaltar que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode limitar significativamente a capacidade de um indivíduo para realizar atividades diárias e participar da sociedade. Muitas vezes influencia negativamente as conquistas educacionais e sociais da pessoa, bem como oportunidades de emprego. Nesse sentido, a Lei n° 12.764 promulgada no ano de 2012 institui a “Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista”, a medida faz com que os autistas passem a serem considerados oficialmente pessoas com deficiência, tendo direito a todas as políticas de inclusão do país - entre elas, as de Educação. Porém, o que deveria ser posto em prática não é vista no âmbito social, já que muitos por falta de conhecimento do TEA tomam atitudes contrárias previstas na lei, limitando o indivíduo autista ao seu desenvolvimento educacional e intelectual.
Outrossim, o empasse sofrido pelas famílias pela dificuldade de inserção dos filhos autistas em escolas regulares para a ampliação de aprendizagem do mesmo, torna-se difícil ao ponto que muitas escolas não aceitam tal medida. Dessa forma, pode-se entender que somente leis não são necessárias e suficientes para a interação de autistas com o meio social, inclusive na escola, é necessário também que as escolas mudem a sua cultura de aceitação dos mesmos. Nesse viés, elas podem solicitar a capacitação de professores para atender esse público alvo, de forma que o aluno com TEA possa se sentir aceito no âmbito escolar e ter a liberdade e acesso à educação.
Portanto, cabe ao Governo, exclusivamente o Ministério de Educação, juntamente com todas às famílias, promoverem desde cedo a interação da criança com TEA por meio da inserção das mesmas nas escolas e, também, dando capacitação necessária aos professores responsáveis. É necessária também que à sociedade possa acolhê-los, por meio de eventos interativos, participação de projetos, de forma que eles possam se sentirem aceitos e não rejeitados pela forma que são a fim de um melhor convívio social.