Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 07/10/2019

“Absortos, silenciosos, observando as sombras no fundo da caverna como se essas fossem de fato a realidade”. Essa é a descrição da alegoria da Caverna de Platão, mas se encaixa perfeitamente no que se refere à negação da sociedade brasileira de enxergar o grave problema dos desafios da inclusão de pessoas com autismo que cresce substancialmente. Diante disso, existem fatores que favorecem esse quadro de iniquidade, como a desinformação , além da falta de qualificação adequada de profissionais.

Em primeira análise, verifica-se que a falta de informação acerca do autismo é um empecilho no país. Nesse sentido, entende-se que isso se deve ao fato de que com alguns avanços na área científica, pouco se sabe sobre essa doença, o que acarreta uma alienação sobre o assunto. Nessa perspectiva, tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, como consequência, tem-se a dificuldade de enserir essas pessoas na sociedade, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito e à descriminação.Além disso, apenas em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da USP em 2018, o que corrobora a falta de conhecimento sobre o assunto. Desse modo, fica explícito que a desinformação auxilia a disseminar esse entrave no Brasil.

Outrossim, outro fator existente é a falta de capacitação técnica do corpo docente nas escolas ainda é um grande impasse na resolução da problemática. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista é fundamental para a manutenção do bem estar social. A partir de uma educação de qualidade, que possibilite o desenvolvimento dessas pessoas, é possível minimizar os efeitos da doença, desenvolvê-los e torná-los adultos sociáveis e inseridos na comunidade.

Portanto, são necessárias medidas que atenuam o impasse. Desse modo, é imperiosa uma ação do Estado, que deve, por meio do Ministério da Educação, criar projetos de qualificação de profissionais de educação, como treinamentos, palestras e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno, para que, assim possam se desenvolver e viver em sociedade. Além disso, compete ao Ministério da Educação promover em parceria com a mídia, campanhas para informar melhor a população sobre essa tão desconhecida doença, a fim de  minimizar o preconceito existente e incluí-los no âmbito social  Só assim, o quadro de iniquidade presente no Brasil será resolvido.