Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/10/2019

Na série “The Good Doctor”, Dr. Murphy por ser diagnosticado com autismo sofre problemas frequentes para ter credibilidade no seu trabalho como cirurgião. Não distante da realidade televisiva, pessoas autistas sofrem forte preconceito dos outros cidadãos, o que caracteriza o caráter pouco inclusivo da sociedade, sendo um problema, pois faz autistas não desfrutarem em totalidade seus direitos constitucionais. Logo, raízes como a intolerância e a escassez de políticas públicas se portam como empecilho para inclusão de indivíduos com autismo no Brasil.

Primeiramente, é necessário expôr que a intolerância é fruto de conhecimento equivocado sobre o assunto, o que faz as pessoas se tratarem com indiferença. Um exemplo desse problema, foi a novela “Amor à Vida” que retratava a personagem com traços exagerados de aspecto autista, o que levou o debate de vários psicólogos brasileiros sobre a visão equivocada que aquele conteúdo expressava. Portanto, é importante que o Ministério da Saúde desconstrua essa imagem de incapaz com respeito aos autistas, fazendo isso por intermédio de propagandas televisivas com conteúdo socioeducativo, objetivando quebrar paradigmas.

Além disso, a falta de políticas públicas de inclusão dificulta o acesso de pessoas do espectro autista a seus direitos como cidadão. Segundo reportagem do jornal O Globo, metade dos alunos autistas do Rio de Janeiro estão em escolas especiais. No entanto, segundo a regulamentação do Ministério da Educação e Cultura (MEC) é dever das escolas regulares receber esses alunos. Portanto, a explicação para esse fenômeno se divide em duas partes, a falta de infraestrutura pedagógica para receber esses alunos e o sentimento dos pais de desconforto em colocar os filhos em um ambiente despreparado para lidar com a sua dificuldade. Em síntese, é necessárias políticas que incluam de forma aprimorada o autista, para que assim problemas sociais como desemprego (devido à evasão escolar) sejam evitados para esse grupo de pessoas no futuro.

Logo, a inclusão de pessoas do espectro autista é importante para evitar a completo descrédito desse grupo. Portanto, o MEC e Ministério da Saúde, dentro do ambiente escolar (que é um ambiente de convivência mais ampla, fora do limite familiar), cumpra a legislação de incluir o autista no ensino regular, por intermédio de investimentos na capacitação pedagógica e inclusão efetiva do acompanhamento psicossocial dos alunos. Com a finalidade, de melhores condições fazerem o estudante autista permanecer no ambiente escolar, podendo assim aprimorar habilidades sociais. Para que assim, o autista brasileiro se afaste da realidade televisiva é possa assim desfrutar de mais credibilidade e melhores condições de vida.