Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 26/09/2019
Em tribos arcaicas e remotas, era comum o sacrifício de pessoas com alguma deficiência física ou mental, até mesmo na infância, pois eram vistas como amaldiçoadas pelos espíritos. Contudo, os esclarecimentos da filosofia, a evolução das leis, dos questionamentos e da tecnologia permitiram a conscientização da sociedade sobre as dificuldades do indivíduo com deficiência, como a inclusão e o apoio social às carências do cidadão deficiente. Entretanto, os desafios de incluir as pessoas com autismo no Brasil ainda é um problema social que precisa ser abordado e demanda ações governamentais assertivas.
Primeiramente, é importante destacar os desafios e dificuldades que os autistas enfrentam. Certamente, as pessoas com o Transtorno do Espectro Autista possuem dificuldade em se relacionar, alta sensibilidade aos distúrbios do ambientem, seja sonoro ou visual, e é válido lembrar que há diferentes graus da síndrome, e por isso, necessitam auxílios para realizar tarefas corriqueiras. Sendo assim, são dependentes extremos de apoio social e familiar. Além disso, o reconhecimento da síndrome na classificação da Organização Mundial da Saúde foi muito tardio, o que demonstra a dificuldade de classificá-la e tratá-la.
Por conseguinte, é notável o quão prejudicada a pulação autista é. Segundo o filósofo grego Aristóteles, o ser humano é um ser social e que a vida em sociedade é essencial. Analogamente, as pessoas com o transtorno possuem dificuldades sociais e motoras. Logo, os autistas são prejudicados no ensino e aprendizado. De acordo com Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, é evidente a necessidade de inclusão dos indivíduos com a síndrome nas escolas e na sociedade.
Portanto, para vencer os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, urge que o Ministério da Educação ofereça, por meio de verbas governamentais, professores capacitados para lidar com alunos que possuem a condição do Transtorno do Espectro Autista, a fim de formar cidadãos capacitados pela escolaridade. Ademais, que o Governo Federal ofereça tratamentos especializados nas áreas de fonoaudiologia e psicologia, em postos de saúde público, para que os acometidos da síndrome possam se comunicar e viver bem em sociedade. Nessa perspectiva, os cidadãos com autismo serão incluídos de maneira eficaz na sociedade e viverão com mais dignidade.