Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/10/2019

A telenovela Amor à Vida, descreve as dificuldades apresentadas por Linda, uma garota autista que necessita de cuidados e atenção para que seja possível obter relações sociais. Fora da ficção, vê-se que os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não são garantidos, como proposto pela Lei nº 12.764/2012, visto que a inclusão do autista no âmbito escolar e profissional é limitado. Dessa forma, é evidente uma negligência das políticas públicas, pois a desinformação e o preconceito persiste.

A princípio, a falta de informação quanto à inclusão dos autistas é uma das principais causas da invisibilidade desses indivíduos, acarretando um desprezo sobre o assunto, assim viabilizando o preconceito. Segundo Paulo Freire, a inclusão não acontece quando se aprende com as nossas igualdades, mas pelas nossas diferenças. Mediante a esse fato, a participação na sociedade e a troca de experiências elimina as diferenças presentes. Por esse motivo, nota-se que a inclusão, principalmente na escola, é de suma importância, dado que a falta de profissionais qualificados e uma boa infraestrutura capaz de atender a todos atrasam as condições para que a implementação dessa medida seja efetiva, a fim inabilitar a interação social.

Por conseguinte, a inclusão dos autistas em sociedade é fundamental para garantir o exercício da cidadania. A série televisiva The Good Doctor, mostra através de Shaun Murphy, as dificuldades de aceitação da família e as formas de violência sofrida, lesando comportamentos saudáveis, de forma a prejudicar relações sociais com atitudes apreensivas e limitadas. Diante desse fato, as relações familiares, em muitos casos, determinaram a forma de como as pessoas Espectro Autistas irão agir, por isso, é crucial que a família entenda as diversas formas de manifestação, e que não é impossível a superação de limites. Dessa maneira, os pais devem se reinventar e descobrir a melhor relação.

Logo, é notório que mecanismos que objetivem a informação do corpo social devam ser cidadãos, pois a inclusão de pessoas autistas é importante para o desenvolvimento de uma sociedade. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com empresas privadas propaguem, por meio das políticas midiáticas, estratégias para estimular o desenvolvimento social dos autistas, essa ação deve ser feita por uma equipe de profissionais como: médicos, terapeutas, psicólogos e professores indicando as formas mais eficazes para a inclusão, em diferentes horários nos televisores, de modo que  atinga o público em diferentes faixas etárias. Para mais, é fundamental que a escola se alie a instituição familiar para  acompanharem todo o desenvolvimento com respeito ao padrão comportamental, para que haja facilidade para interações e inclusões sociais.