Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 24/09/2019
Na antiga cidade de Esparta, aqueles que nasciam com deficiências eram lançados ao mar ou jogados de precipícios, pois esses não conseguiriam alcançar o maior objetivo daquele povo, se tornar guerreiros. Atualmente, apesar da evolução das leis de amparo aos deficientes, ainda se encontra desafios para inclusão dessas pessoas dentro da sociedade, como é o caso dos autistas, que devido à má infraestrutura do Estado e ao preconceito sofrido, não conseguem exercer sua cidadania plenamente.
Em primeiro plano, destaca-se a falta de assistência a pessoas autistas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, é preciso tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades. A esse respeito, nota-se que é dever do Estado garantir que essa minoria receba um tratamento adequado para que consigam se inserir na sociedade. Ademais, observa-se a falta de programas educacionais que contemplem as necessidades de uma autista. Nesse contexto, a criança frequenta um ambiente escolar que não a ajuda. Desta forma, o autista não encontra maneiras de superar suas dificuldades.
Outrossim, percebe-se o preconceito que essas pessoas enfrentam no cotidiano. De acordo como filósofo iluminista Voltaire, preconceito é opinião sem conhecimento. Nesse sentido, é preciso que os deficientes não sejam afastados, pois o distanciamento apenas leva a uma maior exclusão, sendo necessário que o convívio entre as pessoas seja maior, para que se tenha maior conhecimento sobre elas. Portanto, é imprescindível que essas pessoas deixem de ser marginalizados e classificados apenas pela sua doença.
Em suma, faz-se necessário que o abismo criado para separar os autistas seja destruído. Logo, para que esse grupo possa ser incluído e respeitado, urge que o Ministério da Educação promova a maior participação do autista no âmbito escolar por meio de um projeto chamado “Entender para respeitar”. Para isso, é preciso a contratação de profissionais especializados nessa área e que possa auxiliá-los em sua jornada escolar sem que precisem ser excluídos, visto que esses possuem um ritmo de aprendizado diferente, e desse modo, também aumentara o convívio com as outras crianças. Assim, será possível criar uma sociedade em que o preconceito de Esparta não se assemelhe a realidade.