Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 23/09/2019

O filme americano “Uma lição de amor” já evidenciava as dificuldades sociais encontradas pelos portadores de doenças mentais. Hodiernamente, no Brasil, esse panorama não se altera quando se trata da inclusão de autistas na sociedade brasileira, seja pela baixa discussão sobre o tema, seja pela ausência de profissionais especializados nas escolas públicas do país. Com essa perspectiva, cabe a análise das principais causas e possíveis soluções para o problema. Em primeira análise, é necessário pontuar carência de diálogos sobre a temática. Em 1776, o filósofo francês Joseph Joubert já falava do ato de debater como um meio para solução de problemas na sociedade. Sob essa ótica, a falta de discussões sobre o assunto da inclusão social em relação ao autismo, seja nas escolas, seja na sociedade, agrava ainda mais a problemática vigente no país. Isso comprova a necessidade de uma intensificação nos diálogos sobre o problema. Outrossim, destaca-se a ausência de profissionais especializados nas escolas públicas brasileiras. Segundo uma matéria do portal Diário do Rio, apenas no estado do Rio de Janeiro, 55% das escolas não possuem a atuação de psicólogos. Consequência de tal fato, é uma recorrente falta de apoio profissional aos portadores de autismo, agravando ainda mais a problemática da inclusão social e acompanhamento escolar. Destarte, verifica-se a necessidade de uma maior participação dos profissionais especializados no sistema escolar. Diante dos fatos supracitados, medidas devem ser adotadas para solucionar o impasse. Portanto, cabe à mídia, principal influenciadora da população, realizar conscientizações socioeducativas sobre a temática, por meio do rádio e da TV, com o intuito de fomentar o debate e as discussões sobre o tema para assim promover transformações na inclusão social dos autistas. Além disso, incumbe ao Ministério da Educação, promover um maior investimento em psicólogos qualificados para as escolas públicas, por intermédio de concursos e contratações, com o objetivo de dar o devido apoio e suporte aos portadores de tal doença. Só assim pode-se atingir uma realidade diferente da de “Uma lição de amor”