Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 23/09/2019
Na Turma da Mônica, criação de Maurício de Sousa, André é um personagem que possui autismo, mas isso não o impede de viver normalmente em sociedade. Nada obstante, na conjuntura vigente se observa desafios no que tange a inclusão de autistas. Nesse sentido, surge uma problemática intrínseca à realidade brasileira, configurada em fatores sociais e políticos.
Mormente, é válido ressair uma mentalidade social que determina a persistência do impasse. Consoante ao filósofo Rousseau, o homem é bom por natureza, mas acaba sendo corrompido pela sociedade. Dessa forma, apesar de exercer uma boa natureza, a coletividade degrada o individual do ser ao cobri-lo de esteriótipos, tabus e paradigmas negativos a serem seguidos no que se refere ao autismo.
Outrossim, vale salientar a responsabilidade de instituições governamentais nos obstáculos existentes. A esse respeito o sociólogo Zygmunt Bauman afirmou que algumas instituições deixam de exercer suas funções, mas mantêm sua forma e se caracterizam como “instituições zumbis”. Em suma, o Ministério da Saúde exerce essa postura mediante a ausência de investimentos focalizados nessa síndrome.
Portanto, depreende-se a necessidade de medidas que objetivem solucionar esses desafios. Para tanto, cabe ao meio midiático promover campanhas se opondo ao preconceito contra autistas, por meio da sua influência social, com o fito de mudar a mentalidade da população. Ademais, compete ao Ministério da Saúde fornecer auxílio aos portadores de autismo, por intermédio de investimentos em clínicas voltadas para tratamentos e incentivo à formação de especialistas nesse transtorno, visando exercer seu papel. Assim, observar-se-ia uma realidade semelhante à da Turma da Mônica.