Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 18/09/2019

Diagnosticado pelo médico austríaco Leo Kanner em 1938, como primeiro caso de autismo, Donald Triplett apesar da memória surpreendente, passou por problema inclusão e teve acolhimento fundamental da mãe para suprir essa dificuldade. Como é apresentado no livro “Em um tom diferente: A história do autismo” escrito por dois jornalistas americanos. É inegável que, assim como Donald, outros portadores de autismo também sentem dificuldades de se incluir socialmente e isso deve ser analisado e solucionado.

Em primeira análise, apesar de já existir uma lei que visa proteger os direitos das pessoas com autismo -Lei Berenice Piana- há de se considerar que ainda existe uma sociedade brasileira desinformada e sem preparação para lidar com portadores de autismo. No âmbito escolar, segundo dados do INEP, em em 2018 houve uma crescente de 37,27% de alunos autistas, mas ainda é um desafio para questão da aprendizagem, pois ainda não há um trabalho específico que garanta suprir as dificuldades dos alunos.

Embora, o historiador Sérgio Buarque de Holanda traga em seu livro “Raízes do Brasil”, o termo “Cordial”, isso ainda não é aplicado ao grupo dos autistas, pois é visível que a maior barreira enfrentada pelos mesmos é o preconceito. Independentemente da situação, ao se tratar de autismo, a comunidade automaticamente tende a esquecer a isonomia, ideia proposta pelo filosofo grego Aristóteles, na qual objetiva a igualdade entre todos, e passa a fazer questionamentos discriminatório.

Em virtudes dos fatos mencionados, com base na realidade e nas características de cada indivíduo, medidas devem ser implantadas pelas instituição primária, secundária e pela mídia. A família deve acolher o portador de autismo, e procurar ajuda de um profissional para que o sujeito desenvolva o máximo de independência. A escola deve ser inclusiva oferecendo atividades multifuncionais para o aluno autista, além de incluí-lo em classes menores, para que o professor atenda as demandas específicas de cada aluno. E por fim, a mídia deve divulgar em comerciais televisivos as associações que têm como finalidade, a integração e a representação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Pois só através do papel socializador e educacional será possível alcançar a cordialidade.