Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 20/09/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a segurança e bem-estar social. Contudo, ausência de políticas públicas para inclusão da população autista no Brasil impossibilita que essa comunidade desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse problema.

Nesse contexto, é preciso destacar o fato social que contribui para a proliferação desse mal. A exemplo disso, concordante pesquisa realizada pela Agência Brasil, a ausência de profissionais especializados para lidar com portadores de autismo ocasiona prejuízos na percepção e na capacidade de interação social. Além disso, isso faz com que o portador do autismo perca boa parte da capacidade de se relacionar socialmente de forma construtiva. Logo, tal comportamento contribui com reprodução desse problema.

Outrossim, consoante  o filósofo Frederick Angel, ’’ O ser humano influenciado pelo tempo horizonte que vive’’. Nesse âmbito, nota-se que o preconceito tem influenciado de forma negativa comunidade autista. Além do mais, tudo aquilo que é desconhecido causa medo e, como consequência, surge a dificuldade de inserir essas pessoas na sociedade, uma vez que a falta de informação leva o preconceito e a discriminação. Ainda mais, quando somente em 1993, o autismo foi incluído na classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde, segundo dados da Universidade de São Paulo em 2018, o que colabora com a falta de conhecimento sobre o assunto. Dessa maneira, faz sujeito a formulação de uma ação para combater essa conduta.

Portanto, medidas são cruciais para superar essa realidade. Em primeiro plano, o Ministério da Educação deve investir na formação dos futuros docentes, criando novas disciplinas curriculares que discutam a inclusão dos autistas nas escolas e preparem de forma apropriada os estudantes de licenciatura. Em segundo plano, veículos midiáticos podem divulgar situações, de modo a conscientizar os cidadãos e, ainda, instruir a sociedade a buscar os direitos dos autistas, quando eles presenciarem atos de preconceito e discriminação contra a comunidade. Uma mudança necessária, posteriormente, é preciso o início para garantir a aplicabilidade dos Direitos Humanos na prática.