Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 17/09/2019

A série ‘’The Good Doctor’’ narra os conflitos vividos pelo Dr. Shaun Murphy no contexto de um grande hospital norte-americano. Todavia, o preconceito sofrido pelo protagonista é a realidade de muitos autistas fora da ficção, o que representa grave obstáculo a verdadeira inclusão social desse grupo. De maneira análoga, o Brasil se mostra semelhante quando se predomina o preconceito diante da ignorância e desconhecimento dos casos de autismo, além da falta de profissionais para lidar com esse tipo de situação. Sob esse aspecto convém analisar as principais causas do problema em questão.

Em primeira instância, pesquisa realizada pela ONU (Organização Nacional da União) estima-se que existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo. A princípio,  vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido claramente no preconceito contra esse distúrbio, além de provocar rejeições e dificultar a inclusão desses indivíduos no meio social. Segundo jornalista dramaturgo irlandês, é impossível progredir sem mudanças. Nessa perspectiva, convém a causa do problema em questão.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de cuidados aos autistas como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a causa da ‘’modernidade liquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal cenário, impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Com isso, faz necessário apoio de psicólogos e profissionais capacitados para auxiliar na terapia comportamental. Segundo o filosofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Entretanto, precisa interferir nas relações sociais que afeta esses indivíduos. Acerca, dessa lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um futuro melhor. Logo, o preconceito exposto pela sociedade contra as pessoas autistas é um problema que precisa ser extirpado do país. Desse modo, cabe ao Estado em parceria com Ministério da Educação, investimentos em campanhas publicitárias com apoio de profissionais capacitados em neuro deficiência a fim de auxiliar a população sobre essas peculiaridades. Assim, poderemos evitar esse conflito de cunho social e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel, para que as pessoas possam viver de forma justa e igualitária.