Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 16/09/2019
O livro “A escova de dentes azul” escrito pelo apresentador Marcos Mion, retrata a rotina de seu filho Romeu que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). A história contada de forma lúdica através do ponto de vista da cachorra Pankeka, busca informar de forma sensível adultos e crianças a cerca do TEA. Além do entrave da falta de informação, o TEA acolhido a criança e o adolescente, excluindo a continuidade desse grupo de pessoas na fase adulta, fragilizando dignidade humana. Com efeito, evidencia-se a necessidade de derrubar tais barreiras a fim de ampliar a neurodiversidade e melhorar o tecido social.
Destaca-se, em um primeiro momento, o TEA não é diagnosticado de forma igual. Cada diagnóstico é dessemelhante. Além disso, há a desinfomação em diversos ângulos configurando dificuldade nos progressos da sociedade. A lei Berenice Piana determina que a pessoa com autismo terá assegurado o acesso à educação. Contudo, a maior parte das escolas não têm estrutura para desenvolver as capacidades individuais das crianças, adotando avaliações que não particularizam as habilidades ,uma vez que,o ensino regular não é adaptado para trabalhar a neurodiversidade, tornando assim a inclusão mais frágil.
Em um segundo momento, destaca-se, o indivíduo na vida adulta o preconceito e os desafios que são expostos em suas carreiras. Enring Goffman, cientista social afirma sobre o Estigma, isto é, marca que desqualifica o indivíduo para a aceitação plena. A empresas - em geral - ainda não enxergam esse grupo de pessoas com capacidade e excelência .Visto que,o mercado de trabalho não constata a importância de abranger a neurodiversidade, desconhecendo as habilidades desse grupo. Um exemplo da ficção - The Good doctor (o Bom doutor) Shaun Murphy, um jovem médico brilhante com TEA que luta para vencer os preconceitos e derrubar os estereótipos das equipes e mostrar sua notoriedade. Assim, ainda que as pessoas com TEA tenham todos os direitos assegurados a lei não é cumprida com total vigor enfatizando o conceito de invisibilidade social.Urge,portanto, a necessidade de transpor barreiras de forma abrangente.
Fica evidente, portanto, que o Ministério da Educação, deve promover inclusão social escolar efetiva, mediante mecanismos de qualificação de professores e equipes de coordenação na forma adequada a agir com o aluno com o TEA. Com o fim de que eles possam desenvolver suas capacidades e sejam incluídos profissionalmente. A cargo das ONG’s e ministério do trabalho informar sobre a inclusão e neurodiversidade, através de palestras e seminários levando informações às empresas. Para dessa forma melhorar o tecido social e incluir pessoas com o TEA transpondo barreiras e estigmas.
A lei Berenice Piana, determina a inclusão de crianças com TEA, contudo