Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 13/09/2019

Na série de livros Harry Potter, um personagem possui licantropia, uma condição fictícia que o transforma em lobisomem. Na narrativa, a doença é encarada com preconceito por estar fora dos padrões exigidos. Similar a isso, o autismo é uma doença que acomete grande parte da população brasileira, todavia, ainda é ignorado pela sociedade por representar um desvio de padrão, como evidenciado nas obras de J.K. Rowling.

A priori, compreender o estigma de padrões sociais é importante. O autismo é encarado com ignorância e indiferença. Tendo o seu reconhecimento tardio como doença, a sociedade lida de maneira errônea, estando desprovida de conhecimento sobre a problemática. Sendo assim, por representar uma diferença nos padrões da comunidade brasileira, as pessoas com Espectro Autista são renegadas pela sua condição especial, martirizadas por uma população ignorante quanto à doença. Por isso, é bom fornecer visibilidade para o autismo ser encarado com normalidade.

Outrossim, a falha estatal corrobora a questão. O filósofo John Locke postulava sobre o dever que o Estado têm de suprir todas as necessidades básicas da população. Contrário a isso, o governo lida de maneira inapropriada ao não atender a porcentagem autista como um todo. O Estado trata a doença com descaso, em que isso é demonstrado na falta de políticas públicas e locais destinados a inclusão de pessoas com doença na sociedade. Logo, o órgão estatal não designa subsídios para a inclusão e visibilidade do autismo.

À luz do exposto, é evidenciado que os padrões sociais e o Estado potencializam as dificuldades de inclusão. A mídia, como principal meio de comunicação, deve ajudar na conscientização do autismo no Brasil, com a exibição de propagandas nos principais canais de televisão e a inclusão de personagens com Espectro Autista nas novelas, atingindo as massas. O Estado deve investir na criação de instituições públicas visando educação e recreação, com atividades adaptadas, para pessoas com a doença, para que o autismo seja incluído na sociedade, com visibilidade  e respeito.