Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/10/2019

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a condição que compromete a comunicação, interação social e comportamental de cerca de 2 milhões de brasileiros (segundo a USP). No Brasil atual, é evidente a presença de impasses para a inclusão destes desde o âmbito de formação cidadã basal, a escola, a até a inserção no mercado de trabalho, por exemplo. Isso se deve, sobretudo, a ausência de políticas públicas inclusivas e ao preconceito social. Portanto, medidas que vise a mitigação desse vergonhoso cenário devem ser aplicadas.

De fato, as poucas políticas especificas para inclusão do público autista implementadas de maneira efetiva no Brasil. Acerca disso, o tratamento do TEA, segundo a Cartilha do Ministério Público de São Paulo acerca da Inclusão das pessoas nessa condição, exige uma equipe formada por médicos, fonoaudiólogos, psicólogos e outros profissionais. Sendo assim, com o tratamento adequando, uma pessoa desse grupo pode desenvolver um maior controle sobre os sintomas que provocam o isolamento social e os demais sintomas. Contudo, embora exista a Lei que, desde dezembro de 2012, propõe a garantia de Proteção aos direitos dessa população, poucos são aqueles que realmente têm acesso a essa medida inclusiva.

Ademais, os autistas são confundidos, pela sociedade comum, como loucos ou incapazes de realizarem atividades cotidianas e, logo, deveriam ser marginalizados socialmente, sobretudo, no mercado de trabalho. Com efeito, esse preconceito é oriundo da ignorância acerca do autismo. Um exemplo dessa percepção equivocada é a série americana ‘O Bom Doutor”, na qual um jovem médico possui TEA e enfrenta muitas dificuldades para comprovar suas capacidades profissionais, pois grande parcela das pessoas não acreditavam em sua formação e competência. No Brasil, dessa forma e de maneira similar, muitas pessoas preconceituosas não integram e tratam com igualdade aqueles afetados pela síndrome.

É evidente, portanto, que os autistas enfrentam impasses face sua inclusão. Assim, cabe ao Ministério da Saúde-como órgão responsável pelo Sus- investimentos em mais pesquisas no campo do diagnóstico e tratamento do autismo por meio do trabalho conjunto de equipes formadas por médicos, geneticistas, fonoaudiólogos e psicólogos. Essa ação deve ser feita visando o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para os autistas. Além disso, as mídias nacionais devem fazer a publicitação do autismo extrapolar o legislativo e alcançar os diversos setores da sociedade por meio de propagandas esclarecedoras e que incentivem a inclusão.