Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 11/09/2019

O artigo 5º da Constituição Federal de 1989, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão da inclusão de pessoas com autismo, o que, além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Dessa forma, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui influência da falta de políticas públicas e também do preconceito.

Convém ressaltar, a princípio, que a ineficácia das políticas públicas é um agravante do cenário. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a inserção dos autistas não encontra o respaldo político necessário para ser solucionado. Nesse sentido, pode-se observar a problemática, pois, os autistas não são incentivados a se socializarem devido à falta de estruturas próprias, e sem os devidos cuidados, o autismo torna-se uma grande lacuna para que possam ser inseridos.

Outrossim, o preconceito enraizado na sociedade é um impasse para a questão. Segundo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o problema da intolerância é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em contexto social opressor, a tendência é adotar esse comportamento. Assim, é notório que as famílias que têm algum membro autista, possui receio de inserí-los na sociedade por conta das agressões e exclusão que podem sofrer.

Portanto, são necessárias medidas que garantam a inclusão de autistas no Brasil. Logo, o poder Legislativo deve revisar e criar políticas públicas que realmente sejam eficazes, para que os autistas estejam em proteção e prontos para se socializarem, a mídia pode dar apoio nessa medida divulgando tais leis nas redes sociais e TV nos horários nobres para que todos possuam esse conhecimento. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, podem fazer uma campanha de conscientização nas escolas  com cartazes didáticos e palestras com profissionais adequados a fim de, pelo menos, todos da escola estejam conscientizados, como resultado, se tornem adultos que contribuam com a inclusão dos autistas. Enfim, será máxima a inclusão.