Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 18/09/2019

O autismo, conhecido também por Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em algumas partes do cérebro, como por exemplo o cerebelo. É caracterizado por dificuldades de interação social e comunicação, além de alterações no comportamento, como repetição de movimentos, como por exemplo: balançar o corpo ou rodar uma caneta.

A grande dificuldade está em encontrar escolas que se disponibilizem e tenham abertura para lidar com as dificuldades de uma criança autista, apesar de ser um direito garantido desde 2012 pela lei 12.764, que determina que pessoas com esse transtorno podem frequentar escolas regulares, uma pesquisa realizada por Goldberg, Pinheiro e Bosa em  2005 mostram que os temores dos professores diante da inclusão de pessoas com autismo podem levar à adoção de estratégias em sala de aula que visam dominar a ansiedade e o estresse dos professores mais do que configurar uma prática pedagógica que atenda as reais necessidades do aluno.

Um estudo divulgado pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revela que uma criança a cada 100 nasce com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os dados revelam um aumento no número de casos de autismo em todo mundo. Apesar desse significativo número, foi apenas em 1993 que a OMS (Organização Mundial de Saúde)  que a síndrome foi integrada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.              Ainda hoje, inúmeras dificuldades são encontradas para obter o diagnóstico de uma pessoa com autismo,  é impreciso, e nem mesmo um exame genético é capaz de afirmar com precisão a incidência da síndrome. “Existe uma busca, no mundo todo, para entender quais são as causas genéticas do autismo”, explica a Professora Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, coordenadora do núcleo voltado a autismo do Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências (IB) da USP. “Hoje a eficiência do teste ainda é muito baixa”, afirma ela.

Os desafios para inclusão são notórios, por isso é necessário que  o Estado através do Ministério da Educação  proporcione mecanismos de qualificações para os profissionais da educação para que estes possam  lidar melhor com o autismo em sala de aula. Ademais, o Ministério da Educação deve promover campanhas para informar melhor a população sobre essa doença, e deve, também, aliar-se à instituição familiar, para que sejam trabalhados valores como respeito e tolerância, a fim de diminuir o preconceito existente e incluí-los no meio social.