Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 18/09/2019
Barreira na inclusão do autista
É de conhecimento que a inclusão do indivíduo autista é um assunto muito discutido,pois requer que os professores,que irão atender esse aluno sejam amparados por psicólogos e médicos,e isso na grande maioria das vezes não é oferecido pelas redes educacionais do país.
O autismo é um problema do desenvolvimento humano que foi descrito pela primeira vez pelo médico Leo Kanner em 1943.No trabalho de Kanner,foram estudados 11 casos de pessoas que apresentavam uma incapacidade de relacionar-se.Ele chamou esse problema de ‘‘distúrbios autísticos do contato afetivo’’,tal nomeclatura reflete o comportamento que esses indivíduos apresentam,como movimentos repetitivos com as mãos ou com o corpo,manipulação de objetos repetidamente,hábito de morder-se,morder roupas ou puxar cabelos,dificuldade em participar de atividades em grupo,indiferença afetiva ou demonstrações inapropriadas de afeto,dentre outras. ]
No dia 2 de abril de 2007,a ONU(Organização das Nações Unidas),decretou como sendo o dia internacional do autismo com intuito de gerar questionamentos tanto da sociedade quanto dos governos sobre esse assunto que é deixado em segundo plano,negando o direito aos portadores dessa deficiência os quais lhe são assegurados pela lei n° 12.764,de 27 de dezembro de 2012.
O ato de incluir os portadores do Transtorno do Espectro Autista é muito importante para o desenvolvimento global desse aluno,já que eles necessitam socializar-se e um autista pode conquistar muitos espaços no âmbito educacional.Não deve-se afirmar que tal situação é fácil,porém não é impossível,mas para isso os envolvidos precisam entender as especificidades que a rotina desses indivíduos possui.
As dificuldades para realizar e cumprir a lei que os ampara encontra barreiras não só no mal preparo dos profissionais,mas como também no preconceito,abandono e naqueles que não enxergam os benefícios desse trabalho multidisciplinar e emperram as políticas públicas que poderiam melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.
Portanto,ainda há necessidade da conscientização da sociedade,além da criação de programas que possam garantir a capacitação dos profissionais da educação para que esses possam estar aptos para receber em sala alunos autistas,e assim ofereçam a eles não somente o direito à matrícula,mas também acesso à aprendizagem e ao conhecimento.