Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/09/2019
Para o Instituto Nacional Autismo e Vida, é necessário a criação de um mundo com uma visão diferente sobre o autismo. Nesse sentido, a sociedade brasileira se tornará mais afável para os portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na medida em que superar os desafios para a inclusão dessa parcela social: a falta de informação a respeito do transtorno e a cultura do preconceito.
Mormente, o Brasil enfrenta um dos maiores impasses para a inserção de autistas: a pouca disseminação de conhecimento sobre a deficiência, prevalecendo o senso comum. Em resposta a essa problemática, o Ministério da Saúde, em 2018, capacitou 1000 responsáveis de crianças com TEA, contudo, considerando que no Brasil há mais de 2 milhões de autistas, esse número não é suficiente para esclarecer as questões sobre o transtorno.
Em uma segunda análise, o preconceito é uma consequência direta do equívoco sobre o autismo. Embora a educação seja um direito de todos, prevista pela constituição de 1998, a escola ainda é palco da discriminação -que não deve ser tolerada- de pessoas autistas, chegando ao ponto de alguns pais recusarem que seus filhos frequentem salas de aula com crianças que tenham o Transtorno do Espectro Autista.
Em síntese, medidas devem ser adotas para a inclusão de tal público. Nesse contexto, em concordância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante igualdade, o Ministério da Educação deve levar a discussão às escolas, por meio de palestras com profissionais da área, com a finalidade de combater a falta de informação e o preconceito. Assim, o Brasil estará caminhando para uma sociedade mais acolhedora como idealiza o Instituto Autismo e Vida.