Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/08/2019

Segundo a ideologia do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade é marcada pela falta de solidez nas relações econômicas, políticas e humanas. Dessa forma, os desafios de incluir pessoas com autismo no corpo social é um reflexo dessa realidade e o problema permanece intrinsecamente ligado a sociedade, seja pela ausência de informações concisas, seja pela passividade governamental.

Mormente, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma síndrome que afeta o sistema nervoso central, dificultando a habilidade de comunicação e interação social da criança. Dessa maneira, explica Dr. Dráuzio Valera, “Uma a cada cem milhões de crianças nascem com a síndrome, tendo início a esse caso, aproximadamente, entre 8 meses a 5 anos de idade”. Portanto, percebe-se o quão importante é que tal indivíduo receba cuidados especiais, tanto por parte familiar, de buscar por tratamento especiais relacionados ao mesmo, quanto dos profissionais de saúde e da sociedade, aos quais, respectivamente, devem um atendimento profissional qualificado e uma boa comunicação e interação social, para que assim, o autista possa viver bem, já que segundo Platão, “O importante não é viver, mas sim viver bem”.

Outrossim, é de suma importância que o autista tenha total participação diante toda a sociedade e, principalmente, no ambiente escolar, o qual deve recebê-lo e direncioná-lo a um tutor, este, devendo ensiná-lo de forma que ele compreenda, ajudá-lo e protegê-lo contra discriminações dos demais alunos, uma vez que o indivíduo é amparado pela Lei 12.764, a qual diz que, “A pessoa com TEA, é considerado pessoa com deficiência, para todos os fins legais”, e ainda, pela Lei 13.146, que diz, “É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou violação aos direitos da pessoa com deficiência”.

À vista disso, é necessário haver mudanças, as quais o autista possa ter mais visibilidade e que seja bem acolhido em todos os ambientes sociais. Contudo, para que isso aconteça é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, informem aos estudantes e toda a sociedade por meio de palestras, debates, documentários e pela mídia, sobre a doença TEA e os devidos cuidados que se devem ter com o autista, para que assim, todos possam compreender realmente a ideologia do sociólogo polonês já mencionada, com o fim de estabelecer a inclusão do autista.