Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 21/08/2019
Ainda no seculo XX, a eugenia Nazista pregava-se, além da exclusão contra os judeus, contra os deficientes mentais, que não pertenciam as características arianas. Contudo, já na atualidade, a Organização Mundial da Saúde considera esses problemas como doença. Todavia, a inclusão no mercado de trabalho para os que possuem o Transtorno do Espectro Autista (que é o caso mais comum de deficiência mental) é um desafio, visto que, ainda, a sociabilização desses indivíduos também é problemática.
Em primeira análise, verifica-se que o número de autistas no mercado de trabalho é insignificante. Apenas 1% de todos eles estão ativamente no mercado de trabalho, de acordo com o site “agenciabrasil”. Isso é um retrato do descaso que o estado tem para com os detentores do T.E.A. Pois, mesmo com a lei de 1991 que obrigava a contratação de pelo menos 5% dessas pessoas, para empresas com mais de 1000 trabalhadores, a realidade é diferente. Já que, com a falta de fiscalização, tais empresas não possuem interesse em admitir funcionários que possuem algum tipo de problema psicológico.
Ademais, esse fator é, na realidade, uma relação preconceituosa que se persegue desde a infância. como constata Thomas Hobbes “O homem é mau por natureza, mas a sociedade o corrige” isto é, como é comum o pensamento infantil, desprovido de experiência, evitar o diferente do seu padrão e como também não há conscientização dos pais para corrigir a prática, acontece a exclusão de crianças com T.E.A
Dessa forma, é essencial que o Ministério da Educação administre aulas para crianças a fim de ensinar conceitos sobre a diversidade social, como ao demonstrar os hábitos dos indivíduos com autismo e mostrá-los que não diferem dos seus costumes e, por isso, não são diferentes. Outrossim, ao estabelecer-se condições de pluralidade social na infância, a relação adulta com essas pessoas será ainda melhor, mitigando-se, assim, o problema do desemprego dessas pessoas.