Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 20/08/2019

No Brasil, a inclusão das  pessoas com deficiência é um direito garantido por Lei. Apesar disso, muitas pessoas com Transtorno do Espectro Autista, ainda permanecem excluídas no próprio ambiente escolar. Isso acontece,  porque apesar da obrigatoriedade, os professores não possuem formação adequada para intervir nessa realidade. Tal fato, fica evidente, mediante a insegurança desses profissionais ao se depararem, em sala de aula, com esse público, assim como, pelas escassas estratégias pedagógicas, desenvolvidas em prol de estimular a aprendizagem desses alunos.

A politica nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, ampliou a demanda de matrículas dos alunos com Transtorno de Espectro Autista, no ensino regular. Porém, não houve uma qualificação  adequada para os professores atuarem com esse público. Assim, sem saber   como agir, muitos educadores culpam a política de inclusão e sentem totalmente incapazes de ensinar a esses alunos, o que contribuí para intensificar a exclusão.

Além disso, as poucas estratégias desenvolvidas no ambiente escolar, na maioria das vezes, não levam em consideração o potencial criativo e as áreas de interesse desses alunos. Elas são desenvolvidas de forma descontextualizadas, repetitivas e até mesmo infantilizadas, por isso, além de não despertar interesse, também não estimulam a interação e  comunicação, acarretando grandes prejuízos a  aprendizagem.

Desse modo,  estar expresso em lei  não é garantia que a inclusão dos alunos com Transtorno do Espectro Autista de fato aconteça. Para isso, se faz necessário, que as universidades através de ações intersetoriais, ofereçam aos futuros professores, um estudo mais profundo sobre esse transtorno. Realizando oficinas, palestras, rodas de conversa e seminários, em parcerias com setores da saúde e com o apoio de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, psiquiatras, dentre outros. Onde juntos com os professores, possam refletir sobre quais as melhores estratégias para estimular a aprendizagem do referido público.