Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 21/08/2019

De acordo com o artigo V da Constituição Federal Brasileira - promulgada em 1988 - todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, sendo garantido o direito à igualdade.  Contudo, o cenário atual visto pelos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, impede que isso aconteça na prática, devido, não só à falta investimento em saúde pública, como também de educação dos profissionais da saúde e da pedagogia. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.

Hodiernamente, a falta de investimento em saúde pública voltada para os portadores de autismo, é um fator determinante para a permanência do problema. Indubitavelmente, isto torna ainda mais difícil a realidade dessas pessoas, visto que são necessários especialistas (pediatras, neurologistas, psicólogos, etc.) e exames não oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para que seja dado o diagnóstico e em seguida seja tratado de forma adequada. A elaboração da Constituição, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo os autistas. No entanto, é notório que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos.

Ademais, a ausência de educação dos profissionais que lidam diretamente com os pacientes, também é um fator decisivo para que os autistas não sejam inclusos. O preconceito contra os autistas ainda é presente, visto que o assunto é pouco debatido e não são todos os profissionais que estudam sobre o transtorno. Apesar de ser um transtorno de desenvolvimento, o autismo não é um fator limitante, visto que grandes nomes da ciência também foram diagnosticados , como: Albert Einstein e Isaac Newton. Sob tal ótica, é indispensável que o assunto seja estudado e debatido, para que a situação atual se reverta.

Destarte, infere-se, portanto, que ainda há embargos para solucionar de vez a inclusão dos portadores de autismo na nação. Dessa forma, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde, por meio de leis federais, incluam a obrigatoriedade de disciplinas voltadas para o autismo nos cursos da área da saúde e da pedagogia, além de oferecer gratuitamente os exames que diagnostiquem e por fim o tratamento, bem como criar campanhas nas escolas com capacitação dos professores e conscientização dos jovens sobre o tema, além disso campanhas em redes sociais e meios de comunicação para que a questão seja debatida, o preconceito seja minimizado e consequentemente erradicado.