Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 14/08/2019
É intransponível o lapso de preparo por parte do brasileiro no que se trata de diferenças congênitas. O caso de autismo não foge do padrão, visto que a sociedade falha em integrar os acometidos pela condição no ambiente escolar. Isso ocorre, majoritariamente, por causa da falta de informação por parte das instituições formadoras de opinião, e por conta da facilidade de admissão de profissionais pedagógicos inaptos à lidar com portadores da condição.
No seriado televisivo “Atypical”, do serviço de streaming “Netflix”, Sam é um garoto autista que vive a flor de sua idade em um ambiente escolar preparado para sua condição, o que abranda suas dificuldades. Tal cenário é incoerente no Brasil, visto que, com o descaso das instituições de ensino no que se trata de informar sobre a condição, torna-se improvável a integração de autistas, que são vistos rotineiramente pela maioria leiga como “estranhos” ou “esquisitos”. o que dificulta a suavização dos sintomas psicológicos dos portadores e seu aprendizado a nível escolar.
Outrossim, John B Watson, grande psicólogo behaviorista, afirmava que qualquer um pode aprender qualquer coisa, desde que seja adequadamente treinado para tal. Sob esse viés, a flexibilidade dos empregadores no âmbito escolar é fator colaborante negativo para a problemática. A falta de preparo profissional por parte de professores e educadores em geral caracteriza um atraso agressivo, já que, sem aptidão técnica, o empregado tende a tratar o portador do transtorno assim como trata outrem, complicando, assim, a absorção do conteúdo pelo acometido.
Destarte, é dever das instituições formadoras de opinião melhorar a divulgação e informação sobre a patologia, fazendo isso por meio de palestras informativas ministradas por profissionais da área da psiquiatria, dinâmicas interculturais e campanhas informativas, com o fito de erradicar julgamentos errôneos da sociedade. Ademais, é necessário que o Estado proveja cursos gratuitos a professores e educadores, ensinando a didática para alunos especiais, com o fito de facilitar a assimilação do conteúdo por parte do portador do transtorno